Eu flutuava. Não na água. Não mais. Mas meus membros estavam soltos, leves, como se a gravidade tivesse se esquecido de mim. Eu flutuava entre o sono e a vigília, com as lembranças escapando por brechas. Os braços do Ashton. O ardor da água da piscina na minha pele. Uma toalha. Uma cama. Sono. Mas não por muito tempo. Depois, tudo se misturava—sua camisa debaixo da minha face, o balanço de um carro. Eu estava em outro lugar depois disso. Várias vozes, mãos na minha testa e pulso, um bip eletrônico, passos se afastando, então um tipo diferente de silêncio. Ar mais fresco. Estéril, cortante. Um hospital. Eu conhecia o cheiro. Em algum momento, algo entrou no meu braço. Um tubo. Soro gotejando, infiltrando na minha corrente sanguínea. O frio se espalhou. Eu tre

