Quando João parou no limite da varanda. O som das ondas ao longe era o único ruído que preenchia o silêncio pesado daquele instante, interrompido apenas pelo baque surdo do balde de gelo que escorregou de suas mãos e rolou pelo assoalho de madeira. Os cubos se espalharam como pequenos cristais sob a luz dourada do sol poente — esquecidos, ignorados, assim como qualquer traço de contenção que ainda existisse. Ali, na rede, os corpos entrelaçados dançavam em ritmo próprio. Alicia cavalgava Roberto com uma entrega que doía nos olhos e queimava por dentro. Os s***s dela balançavam a cada impulso, os m*****s rígidos, reluzentes de suor, tão hipnotizantes quanto o brilho úmido que cobria a pele bronzeada. Ela gemia entre os beijos do marido, completamente alheia à presença de João. Ou talvez nã

