Capítulo 34

1569 Words

Ponto de Vista: Greco ​O ar da madrugada soprava gelado do alto da pedra do mirante, trazendo consigo o cheiro da maresia que vinha do litoral. Eu estava de pé, com os braços cruzados sobre o peito e a jaqueta de couro aberta contra o vento, observando o desenho das luzes da cidade lá embaixo. O silêncio que cobria a comunidade àquela hora não era o silêncio tenso de um território sob ameaça, mas a calmaria pesada de um domínio absolutamente consolidado. ​Ouvi os passos firmes de Breno subindo a rampa de concreto do posto de observação principal. Ele trazia duas canecas de alumínio fumegantes e estendeu uma para mim sem dizer palavra. Peguei o recipiente, sentindo o calor do café forte esquentar a palma da minha mão calejada. ​— A troca de turno da guarda no portão sul foi concluída sem

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