Ponto de Vista: Greco A luz alaranjada do fim de tarde dourava a extensão do pátio central da mansão. O som distante das gargalhadas das crianças na praça e o roncado ritmado dos caminhões na descida do morro formavam a sinfonia perfeita de um território dominado pela ordem. Eu estava parado junto à amurada do terraço, observando o movimento com um copo de uísque na mão. Breno aproximou-se em silêncio, parando a um metro de distância e ajustando o rádio no cinto. — O perímetro sul tá sem nenhuma alteração, chefe — informou Breno, o tom calmo denunciando a raridade daqueles dias de calmaria. — A escala da noite já foi definida. O pessoal do porto seco tá finalizando a última manobra antes de trancar os portões principais. — O garoto tá lá? — perguntei, sem tirar os olhos do horizont

