Ponto de Vista: Pietra O aroma do café recém-passado por Dona Rosa na cozinha trazia uma ilusão de calmaria para o segundo andar da mansão. No entanto, o curativo no braço do meu irmão, Enzo, sentado na ponta do sofá da sala de estar, era o lembrete vivo de que a guerra havia mudado de forma, mas não tinha terminado. Caminhei até ele com uma xícara quente e sentei-me ao seu lado. O rapaz, antes dominado por uma imaturidade irresponsável e assustada, mantinha os olhos fixos na janela que dava para o pátio central. — Como está a dor? — perguntei baixinho, ajeitando a gaze no braço dele. — Dói um pouco, mas o médico do morro disse que não pegou nenhum músculo importante — respondeu Enzo, olhando para mim com uma humildade que eu nunca vira nele nos tempos de asfalto. — Pietra... o Gre

