Ponto de Vista: Pietra O som distante das sirenes da Polícia Federal ecoava pela rodovia do asfalto enquanto os nossos dois utilitários pretos cortavam as ruelas do morro, subindo a montanha com a velocidade e a precisão de quem retorna vitorioso de uma grande batalha. O sol de um novo dia finalmente despontava no horizonte, tingindo o céu sobre a comunidade com nuances vibrantes de dourado, laranja e rosa. A névoa da manhã se dissipava lentamente pelas ruelas, revelando uma comunidade que começava a acordar para a sua rotina diária. Mas, nas esquinas, nos pontos de observação e nas lajes das casas, os olhares dos moradores e dos homens de contenção não deixavam dúvidas: a notícia do que havia acontecido no porto seco já tinha chegado ao topo antes de nós. O Marcão estava morto. A fa

