Ava conseguiu entrar na empresa da família pelos fundos com a ajuda de um funcionário que trabalha na garagem. Ele falou que o edifício está uma loucura, alguns funcionários saquearam alguns andares com o pretexto de que se não fossem pagos levariam alguma coisa.
Ela passou por cada andar do edifício de doze andares até chegar no topo onde era sua sala com seu pai há seis anos. Em cada andar que ela passava só havia papéis espalhados pelo chão, rasgados, amassados... Coisas valiosas faltando.
Computadores, impressoras, cadeiras, até o bebedouro foi levado. Vasos de plantas, quadros famosos, cortinas... Os funcionários não pouparam em nada. Ao chegar em sua sala, apenas dois sócios a esperavam.
— Senhorita Mason, acho que seria deselegante dizer "bom dia" quando, na verdade, não está sendo bom... Posso apenas dizer, que bom vê-la! — O senhor Kornel viu os olhos vermelhos de Ava, ele sabia que o dia dela não estava bom.
— Faço minhas as palavras do meu amigo! Que bom vê-la, senhorita Mason! — O senhor Maxim também não quer prolongar o que estão fazendo ali.
— Gostaria de pedir desculpas aos dois... Ainda não sei ao certo o que meu pai fez. Ele está no hospital e nem sei como vou pagar a conta! — Ava fala enquanto se senta e coloca as mãos no rosto para que não a vejam chorar.
— Pelo tempo que trabalhamos juntos, posso pagar dois dias dele no hospital... Mas após perder tudo o que perdi, minha boa ação acaba por aí. — O senhor Maxim fala enquanto oferece um lenço para Ava.
Ava acaba passando seu dia ali, ambos os sócios decidiram ajudá-la a pagar os funcionários e dispensá-los. Quando saiu da empresa a noite já a acompanhava, os jornalistas já tinham ido embora.
Chase estava assistindo tudo ao longe, saboreando a derrota de Sebastian. Por ele não precisava ser assim, mas não podia deixar alguém fazer o que Sebastian fez e ficar parado. Mas ele viu a Ava andando pela rua até que ela entrou no hospital.
Chase não havia sentido seu corpo aquecer desse jeito depois da morte de sua esposa. Não desejou outra mulher, várias tentaram, mas ao ver Ava seu corpo despertou e o desejo começou a consumi-lo.
Dentro do hospital, Abigail conta para a filha que Sebastian teve duas paradas cardíacas e a estadia dele no hospital ficará mais cara. Mas essa não era a única notícia r**m que ela tinha para a filha;
— O advogado me ligou, a casa... Não é mais nossa! A Hope, nossa governanta, pegou nossas coisas e levou para a casa dela, mas só poderá ficar lá por uma semana, o filho dela voltará do trabalho e irá precisar do quarto! — Abigail fala limpando as lágrimas do rosto enquanto olha para Sebastian que está dormindo devido aos remédios.
— Mãe, descansa um pouco, vou dormir na casa da Saanvi. Já falei com o tio Anthony... Sabe que ele e o papai estão brigados. Mas ele ficou triste com o que aconteceu. — Na verdade, Ava não quer incomodar a amiga que está com o noivo hoje.
Ela vai ver em sua bolsa quanto ainda tem e alugar um quarto em um hotel por hoje. Ava dá um beijo na testa de sua mãe e depois em seu pai e sai do hospital. Ao sair percebeu que a chuva decidiu acompanhá-la.
Somente agora ela se arrependeu de não colocar seu celular para carregar, não tem como pedir um carro por aplicativo. Mas a poucos metros dali tem um ponto de ônibus.
Ela caminha na chuva, começa a pensar na forma que sua vida mudou de um dia para o outro. Ontem ela era rica e CEO de uma multinacional e hoje não tem mais nada.
Enquanto ela caminha um Bugatti La Voiture Noire, na cor preta, vidros escuros para bem na sua frente a impedido de continuar andando. O vidro abaixa apenas o suficiente para ela ouvir uma voz rouca e intensa dá-lhe uma ordem;
— Entre agora no carro! — Ela dá dois passos para trás até que a voz do homem que está dentro do carro na penumbra ordena mais uma vez;
— Se quiser salvar a sua família, entre na droga do carro agora! — Ava não reconheceu a voz, mas ao ouvir que existe a possibilidade da sua família ser salva de alguma forma por impulso, ela entra no carro.
— Você? Chase Knox? Não quero a sua ajuda! Pelo pouco que ouvi do meu pai, a culpa é sua por tudo o que está acontecendo com a nossa família! — Ava tenta abrir a porta do carro para sair, mas Chase já a fechou e seu carro já está em movimento.
— Ei? O que pensa que está fazendo? Não ouviu o que eu disse? — Ava fala enquanto tenta abrir a porta do carro para sair mesmo com ele na velocidade em que está.
Chase não responde, apenas dirige calmamente até que Ava percebe que eles estão saindo da cidade para um local onde tem muitas árvores, logo a estrada de asfalto se torna de terra e seu medo grita.
— Para onde está me levando? Por que faria uma coisa dessas, Chase? — Ava o questiona pensando que Chase irá matá-la, mas ele rude responde;
— Isto é o que sua família me deve, Ava! Você não pode me deixar até que a dívida da sua família seja paga... Até lá você será a minha amante! — Chase fala lançando um olhar feroz para Ava que pergunta assustada;
— Terei que me casar com você? — Chase dá uma gargalhada alta e olha com descaso para Ava enquanto responde;
— Não seja tola, Ava! Você não é digna para isso! — Ava olha para ele com ódio e desprezo e num impulso fala para ele;
— Chase, você ainda irá se arrepender do que está fazendo comigo, eu nunca vou amar você! — Chase ri achando novamente engraçado o que Ava diz.
— Quem disse que entre nós teremos amor? Sobre arrependimento, tarde demais, Ava! Você roubou algo de mim e eu te proíbo de devolver! — Chase acelera noite adentro e Ava fica cada vez mais preocupada com seu destino.