Alexandro Narrando A manhã tava de boa, tranquilona. Eu, a Fran e a Luiza tomamos café juntos, dei um beijo na Fran e fui levar a pequena na escola. No caminho, Luiza foi falando das coisas dela, rindo, me contando umas paradas engraçadas. Parecia até que eu tava vivendo uma vida normal, longe de todo esse corre do morro. Mas a paz durou pouco. Assim que eu voltei pro morro, os menor da contenção já vieram me chamar, dizendo que tinha uns papéis lá na boca. Na hora, meu peito pesou, já senti que era merda. Peguei os papéis e quando bati o olho, o sangue ferveu. Intimação de guarda. Carlos teve a cara de p*u de meter a justiça no meio pra tentar arrancar a Luiza da Fran. Subi pro barraco no veneno, joguei aqueles papéis na mesa com força. — Ninguém vai tirar a Luiza de você, Fran!

