Franciele Narrando Fiquei olhando pra porta por alguns segundos depois que o Alexandro saiu. Eu odiava quando ele tomava decisões por mim, mas, ao mesmo tempo… sabia que ele tava certo. O Carlos não era um homem fácil. Ele nunca foi. Suspirei e passei as mãos no rosto, tentando afastar a tensão. A Luiza continuava distraída, brincando na sala, e eu sabia que precisava manter a calma por ela. Fui até a cozinha e preparei um café. Enquanto a água esquentava, encostei no balcão e peguei o celular. A conversa com o Carlos ainda tava ali na tela. — Quero ver minha filha. Foi direto, sem rodeios. E eu também fui. — Você pode ver ela, mas vamos marcar um local neutro. Ele demorou um tempo pra responder, e quando respondeu, dava pra sentir a raiva nas palavras. — Agora você que decide as

