Alexandro Narrando Acordei no dia seguinte meio perdido, com a cabeça ainda cheia de coisas. O quarto tava quieto, e a primeira coisa que eu percebi foi que Fran não tava ali na cama. Na hora, pensei que ela tivesse ido fazer alguma coisa, sei lá, se levantar mais cedo ou dar um rolê pela casa. Mas algo me incomodou, aquela sensação de vazio. Levantei, meio devagar, espreguicei e fui pra sala. Quando passei pela porta, parei no lugar. A cena me pegou de surpresa. Lá estavam elas, Fran e a Luiza, dormindo no sofá. Mas não era qualquer cena, não. Era uma cena de carinho puro, daquelas que mexem com o coração. Fran tava deitada, abraçada com a filha, os dois corpos alinhados, uma conexão que era impossível de ignorar. Fiquei ali parado, observando. Não sei o que foi, mas aquela visão balan

