Patrícia Narrando Quando vi a mensagem da Lara, senti meu sangue ferver. Quem ela pensa que é pra vir me apressar desse jeito? Como se fosse fácil assim, como se o Alexandro fosse um qualquer que eu pudesse dobrar num estalar de dedos. Respirei fundo e larguei o celular na cama. Eu sabia que tinha prometido jogar esse jogo, mas também não ia sair me humilhando por homem nenhum. Até porque o Alexandro sempre gostou de mim do jeito que eu era antes dessa Franciele aparecer e querer bancar a dona do pedaço. Levantei e fui até o espelho, ajeitando meu cabelo. Se era pra agir, eu ia agir do meu jeito, não do jeito que a Lara quer. Não sou fantoche de ninguém. Peguei meu celular e digitei a resposta: — Relaxa, Lara. Sei bem o que tô fazendo. Não adianta ir com sede ao pote, Alexandro não é

