Alexandro Narrando Tava na boca resolvendo umas paradas, contando o dinheiro, conferindo uns negócios, quando o celular vibrou no bolso. Peguei e vi a mensagem. Era da gata da Franciele. — Alexandro, preciso de ajuda. Manda alguém vir me buscar no hotel. Rápido. Na hora nem pensei duas vezes. Levantei, peguei a chave do carro e saí, deixando os menor na responsa. Desci o morro ligeiro, cortando os becos, o motor roncando na descida. Não ia mandar ninguém, não. Eu mesmo ia buscar. Hotel em Copacabana, cheio de playboy, turista e madame. Mas era ela que me interessava. Estacionei na porta, mandei mensagem avisando que cheguei e só esperei. Encostei o carro na porta do hotel, deixando o som no volume baixo, mas ainda dando aquele grave gostoso. Mandei a mensagem: "Tô aqui. Desce." Não

