Lara Narrando Acordei com a luz do sol batendo no meu rosto e uma sensação esquisita no peito. Desde ontem, depois da notícia do acidente do Carlos, minha mente não parava. Era pra eu estar preocupada? Talvez. Mas, no fundo, uma parte de mim sabia que ele colheu o que plantou. Levantei devagar, fui até o espelho e encarei meu reflexo. Eu ainda tava com aquela expressão de quem dormiu m*l, os olhos um pouco inchados. Passei as mãos pelo rosto, tentando afastar qualquer resquício de fraqueza. Eu não podia me dar ao luxo de me abalar. Peguei o celular e vi algumas mensagens não lidas. Nenhuma delas era de alguém que realmente me importava. Suspirei e joguei o aparelho na cama. Carlos tava entre a vida e a morte, e por mais que eu tivesse raiva dele às vezes, não era assim que eu queria que

