Carlos Narrando Eu sentei na mesa do café e tentei manter a calma. Depois de dias sem ver minha filha, finalmente tinha conseguido esse encontro. Mas a verdade era que minha paciência tava no limite. Franciele chegou com Luiza, e na hora que vi minha filha, meu coração apertou. Ela parecia bem, mas tinha um olhar diferente, mais fechado. Como se tivesse absorvendo tudo que aconteceu. — Oi, princesa — falei, tentando puxar um sorriso. Luiza olhou pra mãe antes de responder. — Oi, pai. Aquilo já me deixou puto por dentro. Antes, minha filha pulava no meu colo. Agora, tava com essa distância? Tudo culpa da Franciele e do lixo de vida que ela resolveu meter a gente. — Como você tá? — perguntei, tentando agir normal. — Tô bem — ela respondeu curta. Franciele ficou calada, só observand

