Franciele Narrando Assim que saí de casa, senti o ar fresco da noite bater no meu rosto. Eu precisava respirar, pensar longe de tudo aquilo. Disse para Carlos que tentaria de novo, mas só pela Luiza. E essa era a verdade. Meu coração ainda estava machucado demais para simplesmente esquecer tudo o que aconteceu. Caminhei sem rumo por Copacabana, observando as luzes da cidade, as pessoas rindo nos bares, casais de mãos dadas. Parecia que o mundo inteiro estava feliz, menos eu. Suspirei, tentando afastar aquele pensamento, quando notei uma movimentação diferente mais à frente. Uma boate. A música alta escapava pelas portas, o brilho das luzes piscava no letreiro e as pessoas riam, entrando animadas. Eu nunca fui muito de sair sozinha, mas hoje… hoje eu só queria me distrair. Sem pensar

