Carlos Narrando Eu fiquei ali sentado, girando a taça de vinho na mão, enquanto digeria tudo que Lara tinha falado. Ela tinha razão. Eu tava sendo impulsivo demais, querendo resolver tudo na marra, mas esse jogo precisava ser jogado com calma. Se eu quisesse tirar minha filha daquele mundo, eu precisava ser esperto. Fazer com que a Franciele acreditasse que eu tava tentando ser um pai presente, sem levantar suspeitas. Convencer Luiza de que eu era a melhor opção. Respirei fundo e terminei o vinho de um gole só. Peguei o celular e abri a conversa com a Fran. — Preciso conversar com você. Prometo que não é briga. Ela demorou uns minutos, mas respondeu. — Sobre o quê? — Sobre a Luiza. Sei que cometi erros, mas quero consertar. Quero passar mais tempo com ela, sem briga, sem discussão

