— Eu quase morri. Shaina declarou.
— Abaixe a voz, ele pode nos ouvir. Camila repreendeu.
— O que aconteceu? Letícia perguntou, caminhando até o lado do motorista.
— A sua amiga dando um show.
Elas entraram no carro para fugir dali. Ariana ainda estava perdida no seu mundo falando bobagens.
Letícia tentou esquecer o momento. Ele ainda era tão arrogante e altivo quanto eu me lembrava. Pelo menos os negócios que eu tive com ele foram nulos depois daquele dia. Ela pensou,
— Você realmente tra*nsou com ele. Shaina quebrou o silêncio.
— Por que é difícil de acreditar?
— Não, claro que não é. Mas meu Deus, eu não ia conseguir nem abrir as pernas de tanto choque, você viu a cara dele. Droga, foi esculpido pelos deuses, e então aquele olhar penetrante, a voz de comando. Quase me mijei ali mesmo quando ele pediu para Ariana parar.
— Ele fez o quê?
— Ele disse algo como, Ariana, pare. Ela tentou imitar o tom de voz.
— Ele disse o nome dela... Letícia ficou surpresa.
— Sim, porque Camila gritou com ele antes.
— Não olhe para mim, não sei o que aconteceu, aconteceu tudo muito rápido. Camila declarou quando o olhar de Letícia a alcançou.
— Acho que fiz xixi nas calças.
— Ah não, Shaina. Ambas exclamaram.
— Foi isso ou tive um org*asmo visual.
— Você é terrível. Camila bufou diante do comportamento atrevido dela.
— A minha bexiga é fraca, não consigo lidar com impressões fortes.
....
Na manhã seguinte foi como se tivesse tambores na minha cabeça. Eu abri os olhos e percebi que o sol brilhava forte através da janela, tão forte que as minhas pupilas estavam queimando.
— Meu Deus, eu quero morrer. Eu exclamei, abraçando a colcha com força e fechando os olhos. A dor de cabeça surgiu de repente, uma dor horrível e lancinante que me fez lembrar do dia anterior e um gosto rui*m na boca que me deixou enjoada só de pensar no vinho espumante.
— É outro dia, agora saia da cama, estamos com fome. Camila estava repreendendo como sempre.
— Não, eu vou ficar aqui. Não quero saber de ninguém nem de nada.
— Levanta! Ou você vai ter que enfrenta as consequências. Tome um banho, você cheira m*al.
— Eu odeio a minha vida! Eu chutei a cama com força, mas isso só piorou a minha ressaca. Eu me levantei rapidamente enquanto sentia o meu estômago perdendo a guerra contra o vinho. Eu entrei no banheiro do meu quarto e a próxima coisa que foi ouvida foram sons guturais, engasgos e xin*gamentos.
— O que aconteceu? Shaina questionou, igualmente sonolenta, levantando-se de uma das camas que fizeram para dormir todas no mesmo quarto. — Quem está cantando Oaxaca?
— Ariana se levantou.
— Ah, eu estava sonhando tão confortavelmente com o homem perfeito. Ela abraçou o travesseiro.
— Tira esse traseiro daí, que a Letícia também está estranho.
— O que está errado? Ela perguntou enquanto esticava o corpo como um gato. — Vou ter uma cãibra danada.
— Bem, diga-me você, ela está lá fora olhando para o nada. Ela apontou para a sala de estar. Shaina seguiu atrás dela. Como Camila havia dito, Letícia olhava pela janela com uma xícara de café nas mãos.
— Acordamos intensas. Shaina zombou e o olhar de Letícia era sarcástico. — O que um bom pa*u pode fazer.
— Não comece com bobagens.
— Aceite que ver Arman Bastian balançou a cabeça dela novamente, porque a primeira vez a gente nunca esquece, seja ela boa ou rui*m, e menos ainda se foi muito boa. Ah, preciso de um café urgentemente, que horas são? Eu deveria encontrar com a minha mãe. Ela ia continuar dizendo algo, mas alguém bateu na porta.
— Quem era Camila?
— Um homem que trouxe este envelope para Ariana. Ela levantou a mão.
— Mas ele não disse nada...
— Só que era urgente.
— Quem era? Ariana emergiu das sombras da sua existência com o cabelo já um pouco arrumado e os dentes escovados.
— Eles deixaram isso para você...
Ela pegou o envelope e o abriu calmamente, sentando-se à mesa da sala de jantar enquanto lia, ou tentava, já que a letra era minúscula e os seus olhos ainda dançavam. Ela os abriu rápido demais quando notou um parágrafo que fez o seu estômago revirar novamente, e se já não tivesse colocado tudo para fora, ela já estaria vomitando.
— Ele é um filho da pu*ta. Ela falou com raiva.
— Ah não, tão cedo. Disse Shaina, Camila bateu forte no braço dela.
— O que foi, Ariana? Questionou Letícia. Ela lhe entregou o papel para ler, ela leu calmamente até que... — Portanto, o meu cliente solicita que você entregue as chaves do apartamento... Ela disse em voz alta.
— Que filho da pu*ta. Shaina xi*ngou.
— Ele está pedindo para ela desocupar o apartamento. — Camila pegou o papel quando Letícia o colocou de lado.
Eu olhei para a mesa com raiva, tentando processar o que o papel dizia, mas, ao mesmo tempo, o meu corpo fervia de impotência e raiva, e eu tinha uma vontade enorme de dar um tapa nele por ser cínico e abusivo.
Eles não moravam lá há muito tempo. Juntos eles pagaram os primeiros seis meses e estavam apenas no terceiro mês. Mas Ariana estu*pidamente deixou Enrique fazer o contrato no seu nome, então ela não fazia mais parte da equação do pagamento dos meses adiantados.
— Saí do meu apartamento para eu morar aqui com ela, ele é um bastardo. Ela disse à beira das lágrimas, apertando as mãos sobre a mesa. — Agora não tenho apartamento nem para onde ir. Porque eu não vou voltar para a minha mãe. Procurei esse apartamento, corri atrás da dona como uma louca para que ela não o desse para mais ninguém. Seria nosso ninho de amor até termos que viajar. A sua voz falhou.
— Você pode ficar com uma de nós. Pelo menos você é bem-vinda para ficar comigo. Camila indicou.
— Nós processaremos. Letícia explicou.
— Que?
— Enrique não pode escapar dessa, vou entrar com uma liminar.
— Você consegue fazer isso? Shaina questionou.
— Eu farei tudo, na verdade, irei para o escritório agora mesmo. Aquele bastardo tem que pagar por isso.
— Não tenho dinheiro para pagar nada disso. Gastei as minhas economias no casamento. Só tenho o suficiente para sobreviver por alguns dias eu pedi demissão.
— Você pediu demissão! As três exclamaram ao mesmo tempo.
Eu trabalhava meio período em uma cafeteria, estudava de manhã e saía correndo para trabalhar. O dinheiro que eu recebia vinha principalmente de gorjetas, mas eu sempre economizei desde muito jovem. Eu achei que seria uma boa ideia gastar o meu dinheiro no meu casamento para se casar com o amor da minha vida.
— Enrique me disse que não seria necessário, que ele se dedicaria a nós, que pensaria no nosso futuro. Sou uma id*iota... e também abandonei a dança temporariamente.
— Agora eu vou te matar. Shaina disse, querendo se aproximar dela, mas Camila a impediu. — Você é uma idi*ota, por que dia*bos você fez tudo isso por aquele idi*ota?
— Eu o amava! Eu confiei nele... Eu levantei e corri para o meu quarto me sentindo pior.
— Você não tem tato. Camila a repreendeu, seguindo-a.
— Fico louca que ela tenha sido tão estú*pida. A campainha tocou insistentemente novamente. — Agora, quem dia*bos é? O Barney? É só isso que nos falta...
Ela abriu a porta. — Ah sim, me diga. Letícia ficou surpresa quando o tom de voz de Shaina mudou rapidamente. Ela levantou os olhos do telefone quando ouviu a porta fechar. Ela olhou confusa quando notou uma pequena caixa preta com alguns ornamentos muito elegantes e um laço de cetim vermelho. — É para Ariana. Ela declarou.