Ariana limpou o sangue do rosto, a hemorragia começava a parar, mas o barulho lá fora, os gritos, os tiros e os impactos nas paredes a mantinham num estado estranho onde a realidade parecia correr de maneira lenta, a única coisa que se sentia real era o corpo de Bastian cobrindo-a contra a parede. — Limpa o rosto com a minha camisa. Ordenou Bastian. Retirou o seu paletó que estava completamente rasgado pelos puxões, e desfez a fita para que Ariana pudesse pegá-la, limpou os seus olhos e o sangue. — Consegue ver? Ele perguntou sem vê-la, ele permanecia atento à entrada daquela sala. — Sim, eu posso. Ela afirmou puxando ar e tentando se acalmar. As mãos tremiam. — Quero que esteja ao meu lado, sairemos daqui. Ele declarou tomando-a pela mão antes de avançar, levou-a à cintura para que seg

