Vincent Fiquei a olhar para ela. Como eu gostaria que não houvesse nada entre nós. Como eu gostaria de ser outro homem, poder passar uma segurança genuína. Suspirei e decidi mudar o rumo de meus pensamentos. Eu não queria pensar em mais nada. Eu já me sentia esgotado. E nem tinha mais energia para suportar toda essa tensão. — Tudo bem. — Forcei um sorriso. — Tenho uma novidade. Vem comigo que eu vou te mostrar. Eu a puxei suavemente pela mão, e a conduzi pela casa até alcançarmos o lado de fora. A fiz passar pelo espaço das cercas vivas. Logo estávamos em frente ao sobrado branco com um caramanchão de primaveras vermelhas floridas na entrada. — Minha casa. Seremos vizinhos. — Eu ainda me sentia triste por dentro e por isso forcei um sorriso. Ela me olhava vermelha, sem dizer nada.

