Arya acordou sem saber onde estava. Por alguns segundos, ficou imóvel, os olhos presos no teto claro demais, alto demais, perfeito demais. Não havia o barulho do encanamento antigo do prédio, nem o rangido familiar da geladeira pequena, nem os passos do vizinho madrugador no corredor. O silêncio ali era diferente. Controlado. Protegido. Vigiado. Então a memória voltou. A porta entreaberta. A janela aberta. Os objetos fora do lugar. Dominic. Seu peito apertou de uma vez. Latte se mexeu sobre ela, soltando um miado manhoso, e Arya levou a mão automaticamente para acariciar o pelo macio. O gatinho parecia mais calmo do que na noite anterior, aquecido, alimentado de segurança que ela mesma não possuía. — Bom dia, pequeno… — murmurou. A voz saiu rouca. Ela tinha dormido mais do q

