Arya sentia quando algo ia acontecer. Não era lógica. Não era prova. Era o mesmo aperto que vinha avisando nos últimos dias que sua vida tinha saído do eixo. E agora ele gritava. Ela caminhava rápido pela calçada, a bolsa presa contra o corpo, repetindo mentalmente que só precisava chegar em casa. Tomar um banho. Sentar no chão com o Latte. Ouvir um miado em vez de ameaças invisíveis. Normalidade. Mesmo que fosse pequena. Mesmo que fosse frágil. O sol começava a descer no horizonte, espalhando sombras compridas entre os prédios. Pessoas passavam por ela, falando alto, distraídas, vivendo suas vidas comuns. Arya invejou cada uma delas. Dobrou a esquina. E parou. Ele estava ali. Como se tivesse sido colocado no caminho dela pelo próprio destino. Encostado no carro, paletó escu

