A mansão estava silenciosa demais. O tipo de silêncio caro, pesado, onde até a respiração parecia inadequada. Arya estava sentada na beirada da cama de um dos quartos de hóspedes enquanto o médico particular de Dominic trabalhava em seu braço. O corte ardia, mas era uma dor suportável — nada comparado ao caos que ainda girava dentro da cabeça dela. Tiro. Vidro quebrando. Pessoas correndo. E os olhos de Dominic quando a viu no chão. Ela nunca tinha visto alguém tão perto de perder o controle. — Você teve sorte — o médico disse, concentrado. — Mais alguns centímetros e estaríamos conversando sobre outra coisa. Sorte. A palavra não confortou. Arya observou enquanto ele finalizava os pontos, os movimentos experientes, rápidos. — Vai ficar uma cicatriz pequena. Nada profundo. Alguns

