A claridade atravessou a cortina fina antes mesmo do despertador tocar. Arya resmungou, virando o rosto contra o travesseiro, pronta para roubar mais cinco minutos de sono… quando sentiu. Peso. Quentinho. Um pequeno corpo acomodado contra a sua panturrilha. Ela abriu os olhos devagar, ainda presa naquela névoa entre sonho e realidade, até que a memória da noite anterior voltou como um sopro. O beco. O miado. A toalha. O leite. Latte. Arya levantou a cabeça o suficiente para enxergá-lo. O filhote dormia profundamente, enrolado como uma bolinha imperfeita, o peito subindo e descendo em um ritmo tranquilo. O pelo, agora limpo, estava macio e levemente espetado. Seguro. Ali. Com ela. Um sorriso involuntário apareceu em seus lábios. — Bom dia pra você também… — murmurou, a voz r

