Ele levanta uma mão e tira um fio de cabelo para longe dos meus olhos. A minha pele reage imediatamente ao seu toque. Começa a aquecer, a formigar e a queimar. Eu suprimo o desejo insano de lhe agarrar a camisa e puxa-ló na minha direção. É nojento e nunca o compreenderei, mas estou cheio da necessidade ardente de saborear seu corpo. Mais não posso me deixar ceder e forço a mim mesma a ficar quieta. — De que cor são os seus olhos? Ele murmura. — Avelã. Digo com uma voz que soa como se estivesse hipnotizada. — Avelã? Não, eles não são. Eles são como camaleões. Mudam de sombra de acordo com o que se veste e o que se sente. São a cor do açúcar caramelizado quando você está zangada. Elas brilham amarelo como os olhos de um lobo quando estão atentos, e são verde-dragão quando você atinge o

