-Você nunca vai se afastar dele? Percebo que estou prendendo a respiração. As chances são de que eu seja morto a tiros muito antes de ter a chance de deixá-lo. Minha boca se abre em um suspiro. - Mesmo sabendo disso, você não tem medo? -Se eu morrer na sarjeta, que assim seja, mas não vou viver nela como um rato. — Você está tentando dizer que minha vida equivale a viver na sarjeta ou como um rato? Ele sorri torto. — Minhas escolhas foram um pouco menores que as suas. E as impõe para as pessoas que te amam? Você não se importa que eles estejam preocupados o tempo todo? Seus olhos piscam. -Não há uma única pessoa nesta terra que se importe se eu vivo ou morro, e é exatamente assim que eu gosto. Abro a boca para responder a uma declaração tão épica e, para minha surpresa, vejo

