O silêncio que ficou depois da última frase de Alice não era apenas pesado — era decisivo. Dante não respondeu imediatamente. Os olhos dele percorriam o rosto da filha como se tentasse encontrar vestígios da menina que ainda acreditava conseguir controlar. Não encontrou. Encontrou cálculo. E aquilo o incomodou mais do que qualquer confronto direto. “Você acha que pode entrar nesse nível de jogo e sair inteira?”, ele perguntou, a voz mais baixa, menos defensiva, mas ainda carregada de resistência. Alice não desviou o olhar. “Eu já estou nesse nível. A diferença é que agora eu sei.” Bento observava em silêncio, mas o olhar dele estava nela — atento, medindo cada palavra, cada decisão. Não era controle. Era reconhecimento do risco… e da capacidade. Dante soltou o ar devagar. “Gael não

