O aviso de Gael não ficou pairando no ar como uma ameaça vazia, ficou como algo concreto, quase palpável, como se já estivesse em movimento enquanto eles ainda estavam ali parados fingindo que era só conversa. Alice não desviou o olhar dele, mas por dentro já reorganizava tudo. Se “eles” chegavam primeiro, então não era mais sobre evitar contato — era sobre controlar como esse contato acontecia. E isso mudava completamente a lógica do plano. — Então a gente não espera — ela disse, com a voz baixa, mas firme, como quem já decidiu antes mesmo de terminar a frase — a gente conduz. Gael soltou um leve sorriso de canto, analisando. — Você sempre teve dificuldade em esperar. — E você sempre gostou de achar que isso era fraqueza — ela respondeu, sem perder o ritmo — nunca foi. Bento permanece

