A mensagem chegou no celular de Bento às três da manhã. Número desconhecido. Apenas uma imagem. Alice entrando no jardim da mansão naquela tarde. Foto tirada de longe. Mas nítida. A legenda era curta. “Eu disse que ainda estou aqui.” Bento sentiu o sangue subir instantaneamente. Não houve raciocínio estratégico naquele segundo. Houve raiva pura. Ele atravessou o corredor até o quarto antes mesmo de processar o que estava fazendo. Alice acordou com a porta abrindo bruscamente. “O que foi?” ela perguntou, ainda sonolenta. Ele mostrou a imagem. O ar do quarto mudou. Ela sentiu o estômago afundar. Não era medo infantil. Era reconhecimento. Gael não precisava tocar para desestabilizar. Ele precisava lembrar que podia. “Ele não quer me pegar,” ela murmurou. “Ele quer você.” “Ele que

