Capítulo 61 Depois que o Arcanjo saiu da minha casa, um silêncio cortante se espalhou. Mas não era um silêncio de alívio… era um silêncio de fim. Fim de ciclo. Fim de uma era. Fim do homem que me destruiu por dentro e que eu, finalmente, tive coragem de enterrar vivo dentro de mim. Eu chorei. Chorei como uma criança órfã. Chorei porque, no fundo, eu ainda tinha esperança de que ele ficasse. Mas ele não ficou. E o que me surpreendeu foi que, mesmo nesse caos, com meu peito despedaçado e minha alma em luto duplo, eu não estava sozinha. As três pessoas que estavam aqui — Preta, Rafa e Breno — ficaram. Me acolheram com tanto carinho que parecia que já faziam parte da minha vida há anos. Como se já soubessem de cada dor, cada abandono, cada cicatriz que carrego no peito. — Querida… o vel

