Capítulo 150 MARINA NARRANDO 👷♀️ Malvadão deixou a gente passar. Contra tudo que ele acreditava, contra o ódio que ele sentia, ele me olhou com dor nos olhos e abaixou a arma. Meu pai não perdeu tempo, me puxou com força, me arrastando pelo galpão enquanto os soldados apenas observavam. Ninguém se mexeu. Ninguém ousou encostar. Talvez por respeito à ordem. Talvez por medo . — Pai... agora me solta — pedi com a voz trêmula, mas firme. — Vai embora. Recomeça tua vida, pai. Acabou . Ele deu uma risada seca, amarga, crüel . — Te soltar? Tu é minha mina de ouro, garota. Vai tirar esse filho e depois vai ser oferecida pros donos de morro . A tua cara bonita ainda vale muito . Nesse momento, tudo em mim se partiu. Como ele podia ser tão podre? Meu próprio pai ... tentando me vender. Acaba

