Ponto de vista Thalyane Virelli
Alessandro me guiou pelos corredores até que ele abriu uma porta alta, pesada, e me empurrou para dentro. Era um escritório particular.
Luz baixa, móveis de madeira escura, cheiro de couro… e o perfume dele, mais forte agora que estávamos sozinhos.
Ele fechou a porta e girou a chave.
— Ah… então é assim? — Provoquei, virando-me de frente para ele. — Me tranca pra ter certeza que eu não fujo?
Ele se aproximou devagar, retirando o paletó e o deixando cair sobre a poltrona.
— Não… — respondeu baixo. — Pra ter certeza de que ninguém vai interromper.
Dei um passo para trás, encostando no tampo da mesa. Cruzei as pernas, deixando o vestido subir levemente, revelando um pouco da minha pele e a promessa de algo mais.
— E o que exatamente você acha que vai acontecer aqui, Ale?
Ele riu sem humor.
— E você hein? — Sorri de canto, inclinando a cabeça. — Passou a noite inteira me provocando com aquela modelo pendurada no seu braço. — Fiz um bico ao lembrar da cena.
Os olhos dele se estreitaram. Em dois passos já estava à minha frente, apoiando as mãos na mesa e me prendendo ali sem sequer tocar.
Virei o rosto de propósito, só para dar mais peso ao momento.
— Eu quis ver até onde você iria… — murmurou perto do meu ouvido. — Mas você foi longe demais.
Alessandro segurou meu queixo e me obrigou a encará-lo. Fiz exatamente o que ele queria: mergulhei nas suas íris verdes.
— Ou talvez você só não suporte a ideia de não me ter quando quiser. — Minha voz saiu baixa, sedutora, carregada de desafio.
O músculo da mandíbula dele saltou. Num movimento rápido, segurou minha cintura e me puxou contra o corpo.
— Você não sabe o que está pedindo, Thalyane. — O tom era um aviso, mas os olhos diziam outra coisa.
Deslizei os dedos pelo colarinho da camisa dele, sentindo o pulso acelerado sob a pele.
— Então me mostra.
Foi o suficiente para quebrar o controle dele.
Sua boca tomou a minha em um beijo duro, quente, exigente.
Não havia delicadeza, era posse, raiva e desejo se chocando no mesmo gesto.
Reagi na mesma intensidade, minhas unhas roçando a nuca dele em um arranhar contido que arrancou um suspiro rouco de sua garganta.
As mãos de Alessandro percorreram minhas curvas com pressa, subindo pelo meu corpo enquanto me puxava ainda mais para perto. Então ele encontrou a f***a do meu vestido e seus dedos começaram a traçar aquele caminho provocador.
No instante seguinte, me colocou sentada sobre a mesa. Senti o frio da madeira atravessar o tecido fino do vestido e arrepiar minha pele. O beijo se aprofundou, sua língua explorando minha boca em sincronia com a pressão das mãos dele na minha coxa, seu toque deixava claro que discutir já não era mais a intenção de nenhum de nós.
Mas, antes que fosse longe demais, afastei meus lábios dos dele. Mordisquei de leve o inferior, respirando ofegante enquanto um sorriso lento, descaradamente provocante, surgia no meu rosto.
— Eu disse que gosto de brincar com fogo… mas quem disse que ia deixar você apagar o meu?
O olhar dele era puro perigo agora, Ale me olhava de cima a baixo, umedecendo os lábios como se quisesse me devorar ali mesmo.
Sua roupa que antes estava impecável agora estava amassada, a gravata afrouxada, e uma mecha de cabelo caía sobre a testa — um detalhe que o deixava perigosamente mais sexy.
— Thaly… — ele murmurou, meu nome escapando entre os dentes, baixo e tenso, como se tentasse segurar algo que já estava prestes a romper. — Você me deixa completamente fora de mim.
Inclinei levemente a cabeça, sustentando o olhar dele.
— E você acha que é só você?
Deslizei a perna devagar, permitindo que a f***a do vestido se abrisse um pouco mais, revelando o contorno da lingerie que eu tinha escolhido com intenção. Aproximei-me um pouco, o suficiente para que minha voz saísse baixa.
— Eu vim preparada… mas não para ser apenas mais uma no seu joguinho, Ale. — Frisei o apelido, a voz levemente entorpecida pelo álcool e pelo desejo correndo quente nas minhas veias.
Ele deu um passo à frente, até que a respiração dele se misturasse com a minha.
— Eu não quero “mais uma”. — A voz dele saiu rouca, grave, carregando algo que ia além de simples desejo. — Eu quero você.
Minhas mãos encontraram o nó da gravata dele, puxando-o devagar, como quem desmonta uma armadilha cuidadosamente armada. O olhar de Alessandro acompanhou cada movimento, o maxilar tenso, o peito subindo e descendo num ritmo contido.
Quando a gravata caiu no chão, ele ergueu a mão e deslizou os dedos pela lateral do meu rosto. O toque desceu pelo meu pescoço com lentidão, parando entre meus s***s, a outra encontrou minha nuca onde seus dedos se fecharam com firmeza.
— Você tem noção do que está fazendo comigo? — Perguntou em voz baixa.
Inclinei o rosto um pouco mais perto.
— Estou só devolvendo… — respondi num sussurro provocador.
Ele sugou meu lábio inferior antes de engolir novamente minha boca em um beijo afoito, era como se ele quisesse roubar todo o ar dos meus pulmões.
Minhas mãos deslizaram por baixo da camisa dele, explorando o peito quente, o abdômen definido, senti os músculos se contraírem sob meus dedos.
Impaciente, ele me puxou ainda mais para perto, o corpo se encaixando entre as minhas pernas. O simples roçar arrancou de mim um gemido baixo antes que eu pudesse evitar.
Ele encostou a testa na minha por um segundo, respirando pesado.
— Você é uma tentação, Thalyane Virelli… — murmurou, quase como se estivesse dizendo aquilo para si mesmo.
Então o som de um celular quebrou o momento.
Alto. Insistente. Irritantemente real.
Meu coração ainda disparava e minha respiração saía irregular. O toque vinha do paletó dele, largado sobre a poltrona.
Alessandro fechou os olhos por um instante, claramente dividido entre ignorar ou atender.
— Não atende… — pedi, a voz ainda suave demais para a tensão que pairava no ar.