B A R T O N
O dia amanheceu mais cedo que o normal. Laura estava nervosa, pois tinha muita coisa para fazer. Ela estava disposta a receber Os Vingadores com todo o carinho e ordem possível.
Às sete da matina eu já estava de pé, cuidando das coisas ao redor da casa, enquanto as crianças cuidavam de seus pertences e Laura cuidava da casa, comida e de Nathaniel. Ela estava nervosa.
— Clint, eu pedi para você dar um jeito nesse trator há semanas. — ouço sua voz alta — Você tinha que inventar de fazer isso justo agora?
— E por quê não? — eu a olho
— Porque temos coisas mais importantes para se fazer. Anda, guarda esse trambolho. Falei com Nat ainda agora e ela disse que já estão saindo de lá.
— Meu Deus, Laura. Não há motivos para que fique tão nervosa.
— Não? Oito esquisitões e uma grávida estão vindo passar o natal aqui em casa. — ela diz e sai andando
— Deus nos ajude. — murmuro
S T E V E
Quando acordei, abri os olhos e vi Natasha saindo do banheiro, enrolada num roupão e a toalha na cabeça. Ela sorriu para mim e eu olhei para o relógio no criado-mudo, vendo que eram 08:10am. O que estava acontecendo? Natasha acordando cedo e de bom humor?
— Bom dia. — ela diz começando a vestir sua calça
— Bom dia. — eu disse e me apoiei no cotovelo esquerdo, enquanto a observava — Que milagre é esse?
— Eu liguei para Laura e ela já está fazendo Clint e as crianças trabalharem. Eu disse que logo iremos sair daqui. — ela diz vestindo o sutiã e, logo depois, a blusa
— Ah, tá explicado. — comento — Suas coisas estão arrumadas?
— Sim e as suas? — ela me olha tirando a toalha da cabeça
— Estão. — digo e me sento na cama
— O grupo está na sala. Te espero lá. — ela diz passando os dedos nos cabelos, os jogando para trás e saindo
° ° °
— Vamos, Rogers! Sem enrolação. — Tony diz carregando algumas coisas para o Quinjet
— Não estou enrolando. — digo pegando algumas sacolas
— Está sim. — Sam ri passando por mim
— Bora, amigão. — Bucky ri e vai indo na frente
O grupo vai entrando no jato, enquanto eu vou por último, seguindo Kayla. Ela está curiosamente quieta demais e, antes de subir no jato, apóia uma mão na lateral e põe a mão direita na barriga. Ali mesmo, noto que tem algo estranho.
— Ei. — a chamo chegando perto — Você está bem?
Ela me olha e força um sorriso, sem mostrar os dentes.
— Tá tudo bem, Steve. Gravidez não é fácil. — ela diz e entra
O tempo que ficamos no Quinjet foi de silêncio, conversa, mais silêncio, mais conversa, implicância, música e risadas. Nos revesamos pra pilotar e, logo, aterrissamos na Fazenda Barton, sob meu comando. Abri o compartimento de carga e desliguei o Quinjet, saindo da cadeira de piloto e indo ajudar a descarregar o jato.
— Ei, vocês chegaram. — Barton diz sorrindo
— Olá, Clint. — Nat o abraça
— Oi. — ele olha para Kayla — Ei, o que temos aqui? — ele sorri se aproximando — Tá gigante.
— Nem me fale. — Kayla revira os olhos e o abraça sorrindo
— Onde está Laura? — Nat pergunta
— Lá dentro. Vamos.
Caminhamos pela fazenda e entramos na casa. Desta vez, não há brinquedos espalhados ou coisas do tipo. Está tudo arrumado e os filhos de Clint estão arrumando alguns enfeites da árvore natalina que está num canto da sala. Da cozinha, vem um cheiro de comida maravilhoso.
— Amor, eles chegaram. — Clint diz e ela aparece
— Oi. — ela sorri
— Kayla, essa é Laura, minha esposa. — ele as apresenta
— Oi. — Kayla sorri
— Oi. — Laura sorri com o pequeno Nathaniel no colo
— Esse é o nosso caçula. — Clint diz e o bebê sorri para Kayla
— Oi, gordinho. — Kayla sorri
— Tia Nat! — Lila grita e pula no colo da ruiva
— Oi, meu amor. — Nat a enche de beijos
— Papai disse que você e o tio Steve estão namorando. — ela diz, me deixando corado
— Seu pai é fofoqueiro. — Nat implica
— Cooper, olha quem está aqui. — Barton diz e seu filho mais velho surge
— Meu Deus! — o menino pára olhando para Kayla
— Ô garoto, não olha muito. — Tony implica
— É a Víbora e o Soldado Invernal! — ele diz empolgado, vendo meu amigo e a namorada de Tony ali
— Oi, cara. — Bucky diz sem jeito
— E aí? — Kayla sorri
— A gente tem que tirar foto disso. Eu não acredito que estou diante dos meus dois soldados favoritos. — ele diz muito animado
— Obrigado, Cooper. — Nat diz
— Três. — o menino se corrige
K A Y L A
Eu fui a primeira a me recolher, após a ceia de natal. Já não é de hoje que não venho me sentindo tão bem. Sinto dores na barriga e nas costas, o que dificulta muito minha locomoção. Horas depois, Tony também se deitou e, só então eu consegui tirar um cochilo.
Cochilo muito curto, pois eu acordei me sentindo m*l e Tony não estava ao meu lado. Vesti o robe preto por cima da camisola, calcei os chinelos macios e felpudos, e caminhei até a cozinha, para beber água. A luz da cozinha estava acesa e a da varanda também. Enchi meu copo de água, bebi e caminhei até a varanda, ouvindo uma voz familiar, mas que não deveria estar presente.
— Fury.
Digo ao chegar na varanda e ver o grupo todo ali, completamente tenso. Cada rosto tinha uma feição diferente, mas a tensão existia. Os rostos mais irritados ali eram os de Steve e de Tony. Isso não é bom.
— O que faz aqui? — questiono
— Vim dar uma notícia.
— Não podia aguardar nosso retorno? — pergunto
— Kayla, temos um problema. — Tony me olha
— Nós sempre temos vários problemas, Anthony. — digo já ficando irritada — O que há desta vez?
— O Tratado de Sokóvia. — Clint diz
— De novo? — eu o olho — Achei que isso já tinha sido resolvido.
— É, mas não foi. Ross deu um jeito de punir o grupo inteiro, já que o Tratado de Sokóvia foi desobedecido graças a ameaça de Terceira Guerra. — Nick explica
— Isso quer dizer que?
— Temos duas opções. — Natasha diz — Ou entregamos Barnes e seguimos o Tratado, ou todos seremos presos e impedidos de exercer nossas funções.
— Tá brincando comigo, não é? — olho incrédula
— Não, Kayla. — Bruce me olha
— E o que vocês pretendem fazer? Vão se fragmentar de novo?
— É o jeito. — Steve diz — Não vou entregar meu amigo e muito menos receber ordens de ninguém.
— Steve, eu já disse que não valho isso tudo. — Bucky lamenta
— Eu tô com o Steve nessa, Bucky. — apóio, recebendo um olhar de reprovação do Tony — Não vamos entregá-lo.
— Está dizendo que vai com eles? — Tony diz me encarando
— Eu não posso, você sabe disso. — o olho já irritada — Mas não vou fingir que apóio esse Tratado. O feto precisa que eu fique, mas no que eu puder ajudar para a fuga deles, eu ajudarei.
E, assim, Ross os separou novamente. Bucky, Sam, Nat e Steve de um lado, enquanto o resto de nós permanecia sentado na varanda da Fazenda Barton, pensando no que aconteceria.
Os primeiros raios solares já surgiam, quando o jato de Nick Fury partia com parte da equipe dentro. Eu apenas olhava tudo, pensando em como fazer contra tudo isso.
— Temos que ir embora. — digo para Tony, quando estamos no quarto
— Sim, temos.
— Não podemos chamar a atenção de Ross para Clint e sua família. — digo arrumando minha bolsa
— Eu sei. — ele respira fundo — Kayla, posso te fazer uma pergunta?
— Se eu não estivesse grávida, eu também não iria com eles. — respondo já de imediato
— Tem certeza? — paro de arrumar a bolsa e o encaro
— Eu não iria com eles, porque, se eu não estivesse grávida, ainda estaria com Thor e Loki. Nem para a Terra eu teria voltado.
— Obrigado pela sua sinceridade. — ele resmunga