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1203 Words

Eu parei no meio da calçada como se a cidade inteira tivesse sumido. A luz dos postes, o barulho distante dos carros, o vento frio batendo no rosto… nada disso importava. Só a palavra que eu mesmo tinha jogado no ar como se fosse um cigarro apagado no chão: morte. Jacob veio atrás de mim como um cão de guarda prestes a morder o próprio dono. — Da minha morte. — repeti, mais baixo, e foi exatamente isso que fez ele perder a cor do rosto. Ele deu um passo à frente, os olhos faiscando. — Você enlouqueceu. — rosnou. — Você não vai morrer por causa de uma garota. Eu ri. Não foi humor. Foi amargura. — “Uma garota”… — eu repeti, degustando a frase como se fosse veneno. — Se você falar dela desse jeito mais uma vez, eu te deixo aqui mesmo. Jacob travou, respirou fundo, mas a raiva aind

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