— Finalmente nos conhecemos. — disse o velho à minha frente, com um sorriso debochado que parecia ter sido treinado para irritar homens como eu. Paolo Mendes não estava ali porque queria paz. Ele estava ali porque queria me ver perder o controle. Desde que meu pai morreu, as coisas vinham escalando entre leste e oeste como fogo escondido em palha seca. Só que até então… nunca tínhamos ficado cara a cara. Nunca sem intermediários. Nunca sem a máscara da diplomacia. Mas agora ele estava ali. Sentado com a postura de quem se acha dono do mundo… balançando um charuto caro entre os dedos como se o fedor dele fosse um privilégio. E eu tinha certeza absoluta: ele começou com tudo isso de propósito. Me roubou. Me fez perder dinheiro. Me obrigou a responder. E quando eu respondi, ele puxo

