Rebeca dificultou tudo o que pôde no processo de divisão de bens. Ela não fazia nada por necessidade. Fazia por prazer. Por controle. Por sadismo. Como se o simples fato de atrasar e travar papéis fosse a maneira que ela encontrou de continuar me punindo, mesmo depois de já ter me expulsado da casa e arrancado de mim o pouco de dignidade que eu ainda tentava segurar com as unhas. Eu, sinceramente, não me importava com o dinheiro. Agora eu sabia de onde vinha aquela fortuna. Eu sabia de onde vinha o luxo, os carros, os vestidos, a segurança armada… e toda vez que eu pensava nisso, sentia um peso nojento me embrulhar o estômago, como se eu estivesse engolindo sujeira. Usar aquilo me fazia sentir suja também. Como se o ouro carregasse sangue. Como se cada centavo tivesse o eco de u

