Enquanto um representante discursava no palco improvisado, a iluminação do salão se reduziu, dando destaque à frente. A música ficou baixa, respeitosa, e os aplausos soaram como se estivessem treinados para parecer genuínos. Eu aproveitei aquele segundo. Puxei Ellen pela mão. — Onde quer ir? — ela sussurrou, apertando minha mão com uma força pequena. — Você não deveria sair agora… todos esperam que… — Eu pago pessoas para fazerem esse trabalho — interrompi, sem paciência. — E eu não vou passar a noite inteira preso no meio desses velhos interesseiros. Passei por uma porta lateral e levei Ellen comigo. O corredor era mais silencioso. A luz mais baixa. O som da festa virou apenas um ruído distante, como se estivéssemos atravessando uma linha invisível entre o mundo e a realidade. Entr

