11

1232 Words

Depois daquele episódio na fraternidade, eu não dormi. Passei a noite inteira acordado, ao lado de Ellen, vigiando cada respiração como se minha vida dependesse disso. Eu não sabia exatamente o que haviam colocado nela — se era apenas álcool, algum sedativo, uma droga misturada em bebida… ou a combinação estúpida e c***l de tudo isso. E essa dúvida me corroía. Ellen parecia leve demais na minha cama, frágil demais para o caos que quase a engoliu. A pele dela estava fria em alguns momentos, quente demais em outros. A respiração, irregular. O corpo pesado, como se ela estivesse presa em um sono que não escolheu. Eu já tinha visto muita coisa nessa cidade. Já lidei com traições, com cadáveres, com sangue, com dívidas que se pagam com dor. Mas vê-la daquele jeito… apagada, vulnerável… me f

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD