Eu não queria lembrar das coisas que aconteceram comigo… mas eu não podia controlar os meus sonhos. Por mais que eu fechasse os olhos desejando apagar tudo, a minha mente fazia questão de me arrastar de volta. Tudo parecia real demais. O peso do corpo de Andrew, o jeito como ele me apertava, como se eu fosse uma coisa, um prêmio, uma brincadeira. A força dos dedos dele machucando minha pele, a boca me forçando um beijo que eu não queria, a respiração pesada contra o meu rosto, o som da sua voz debochada como se eu estivesse ali apenas para satisfazer a merda de uma aposta. E, o pior… A dor vinha junto. Como se o meu corpo não tivesse entendido que aquilo já tinha passado. Como se ainda estivesse preso. Quando eu acordava, era sempre com o peito apertado, a garganta seca, o corpo inte

