Quando criança, eu gostava de um doce caramelizado que sempre pedia para a minha mãe fazer nos meus aniversários. Ele era doce, suculento, e me deixava empolgado… mas perdeu toda a graça quando comparado a Ellen. Eu a amava. Tinha certeza disso. E depois de tê-la nos meus braços, depois de senti-la minha de verdade, confirmei o que eu já vinha lutando contra há meses: ela era a minha destruição. Nunca imaginei que me sentiria tão leve… tão encantado… apenas por observar alguém dormindo ao meu lado. Ellen estava ali, deitada na minha cama, com o rosto sereno, os cabelos espalhados no travesseiro, o corpo relaxado como se finalmente tivesse esquecido os monstros que a perseguiam por dentro. Eu queria acreditar que eu era o motivo daquela paz. Eu queria acreditar que, enquanto estivesse

