Outra ligação para o banco terminada e mais um não é dito levando Pietro ao desespero.
Pietro não sabem mais o que fazer para conseguir o dinheiro que seu pai perdeu no jogo.
- E aí pai? O que foi que o banco disse?
- Que eles não podem nos dar mais crédito, já estamos no vermelho.
- Esse aqui que eu era cliente também se recusou e agora pai?
- Não sei Pietro. Não me ponha mais nervoso.
- Pai nós estamos perdidos, o prazo dado por aquele mafioso, está acabando.
- Que prazo dado por mafioso é esse Giovanni?
A esposa de Giovanni escuta a conversa de seu marido e seu filho, através da porta entre aberta do escritório.
- Mamãe?
- Eu não falei pra você fechar a porta?
- O que está acontecendo? Desde ontem, tenho visto vocês dois, de cochichos pelos cantos.
Giulia desce e ouve a conversa.
- Papai jogou outra vez.
Sra. Martina e Giulia se olham.
- É o que está parecendo filha.
- Outra vez papai?
- Fomos a uma inauguração de um Cassino em Veneza.
- Ainda por cima tão longe.
- Os Cassinos da Sicília não são o bastante para ele Giulia.
- Já não basta termos perdidos nossos carros, na semana passada papai?
- Qual o nome desse Cassino Giovanni?
- "Cassino Ferrari".
- Fica em Veneza mesmo?
- Sim em Veneza mamãe, já li algo sobre ele, foi reinaugurado ontem.
- Quanto foi o valor?
Pietro olha para Giovanni que abaixa a cabeça.
- Duas vêzes ou mais o valor dessa casa.
A mãe se senta chorando e Giulia corre para ajudá-la.
- Mamãe. Olha o que senhor fez com ela.
Giulia segura a mão, de sua mãe.
- Quanto tempo nós temos para conseguir o dinheiro?
- Vinte quatro horas.
- Que acabam hoje mãe.
Giulia abraça a mãe que chora e diz desesperada.
- Eles vão nos matar Giulia.
- Nós precisamos fugir daqui agora então, venha mamãe, vamos arrumar nossas coisas.
- Não adianta Giulia, eles estão vigiando a casa desde ontem.
- Giulia olha pela janela e vê dois homens parados em frente.
- É verdade, tem dois homens ali fora.
- Seremos mortos por sua causa. Seu maldito!
Martina começa a dar socos no peito de Giovanni e os filhos a seguram.
- Pare mamãe. Isso não vai adiantar de nada.
- O que adiantaria era se conseguíssemos um empréstimo bancário, mas todos estão recusando nosso pedido desde ontem. Papai está sem crédito.
- Se tivéssemos ainda nossa Vinícola.
- Que seu pai também fez o favor de perder no jogo.
Giovanni além de perder os carros, as jóias da família, a casa de praia, havia perdido o bem material mais precioso que eles tinham, sua Vinícola.
Os "Irmão Bianchi" não tiveram piedade de Giovanni e o fizeram assinar um documento passando a Vinícola para o nome deles.
Lorenzo segura seu Órgão que já estava vermelho de tanto ser chupado, colocando nele o preservativo para assim penetrar aquela mulher alta, gostosa e totalmente nua a sua frente.
Aquela madrugada ele passa transando ferozmente com a gostosona, que havia conhecido na noite anterior, que também perdeu muito dinheiro na roleta e não tinha como pagar a dívida.
- Não a quero mais de quatro. Vem agora e se senta aqui.
- Como você quiser gostoso.
A mulher se senta e rebola chegando ao orgasmo.
- Gozou né? Agora é minha vez. Abra a boca.
Lorenzo a tira de cima, deitando-a em sua cama e após retirar a camisinha, ejacula com satisfação na boca e no rosto da mulher.
- Isso foi melhor que o jogo na roleta.
- Dívida paga. Limpe-se.
A mulher obedece e m*l coloca seu vestido, Lorenzo levanta e abre a porta para que ela saia.
- Quando nos veremos de novo bonitão?
- Não nos veremos mais. Aliás, se eu te pegar dentro do meu Cassino outra vez, você não pagará mais, sua dívida na cama. Fique certa disso.
A mulher sorri, pega o casaco jogado no chão e sai.
Lorenzo faz um sinal para Domênico, acompanhe a mulher até o estacionamento e a coloque em um táxi.
- Por aqui senhora.
Assim que a mulher sai Genaro entra no quarto, que Lorenzo usa no Cassino para descansar e também se divertir.
- Chefe trouxe novidades sobre o tal Giovanni.
Lorenzo olha Genaro, pegando em seguida o telefone.
- Mande que tragam algo pra eu comer aqui no quarto. Que novidades são essas?
- Alguns bancos nos ligaram avisando, que o tal Giovanni havia ligado, pedindo empréstimo.
- Eu sabia que ele não teria esse dinheiro todo. Pela foto da casa que vocês me mandaram, vi logo que ela só serviria, para dar de sinal.
- Achei uma coisa bem estranha na casa.
- O que você achou estranho?
- Na casa, não há um só carro na garagem.
- Aquele i*****l, já deve ter perdido, em outros Cassinos Genaro.
- Com certeza Lorenzo. Agora deve estar desesperado, por não saber como irá saldar a dívida.
- Me conte mais sobre sua casa. Mora sozinho com o filho?
- Não chefe, ele tem esposa e duas filhas que por sinal são lindas.
- Ele tem família então?
- Você precisa ver as meninas.
Lorenzo sorri, mas sem se importar com o fato, de que ele tem filhas bonitas.
- Deixa a diversão para uma outra hora Genaro. Ligue para o piloto e mande ele ir vir imediatamente. Nós iremos até Sicília cobrar a dívida.
Giulia ligava para sua amiga Paola ex namorada de Pietro, quando se assusta ao ver, sua casa sendo invadida.
- Que barulho é esse?
A mãe de Giulia pergunta com o coração sobressaltado.
- Fique calma senhora, nós viemos falar é com seu marido aí.
O coração de Giulia falta pouco saltar pela boca e ela abraça sua mãe.
- Levanta, que o chefe veio te fazer uma visitinha, Sr. Giovanni.
- Prazo esgotado Giovanni.
Lorenzo fala entrando na sala, mas logo sua voz embarga, quando seu olhar encontra o de Giulia, a mulher que ele estava buscando incessantemente feito um louco.
Era inacreditável, a mulher que havia estado na festa e sumido misteriosamente estava ali bem diante de seus olhos.
Era muito mais linda de perto do que ele imaginava, sua beleza era perfeita como jamais havia visto em outra antes.
- Quem são vocês? O que querem com meu marido?
- Eu preciso de um pouco mais de tempo, Sr. Lorenzo.
Sem tirar os olhos de Giulia, Lorenzo responde a Giovanni.
- Nem um minuto a mais.
Pietro descia as escadas com Violetta e ao vê-los tenta fugir.
- Fosse você não faria isso, seu covarde.
Domênico fala para o rapaz.
- Pode parando aí. Tragam-no.
Os seguranças que o acompanhava seguram Pietro, para que ele não fuja.
- Não nos matem Sr. Lorenzo.
Pietro implora ao ser dominado.
- Fique com a minha casa, como garantia de que vou lhe pagar.
Domênico e Genaro riem pois sabem que o valor da casa não cobria a dívida.
Genaro puxa Pietro para o meio da sala e Violetta se abraça com Giulia, enquanto Lorenzo anda pela casa.
- Nem que você quisesse, sua casa pagaria metade do que me deve.
- Mas por favor aceite.
- Não basta só a casa o chefe já disse. Além dela, que outros bens vocês possuem?
Pergunta Genaro.
- Nós não temos mais nada senhor.
- Uma casa de praia?
Domênico sugeri.
- Meu também pai a perdeu, há seis mêses.
Responde Pietro.
- Meu marido perdeu tudo que tínhamos no jogo. Não temos mais nada, tenha piedade.
A mulher começa a chorar e Lorenzo olha Giulia apavorada e pensa numa maneira de poupá-la desse constrangimento, mas é então que Lorenzo ouvi uma proposta irrecusável.
- Além da casa eu lhe dou, uma das minhas filhas em casamento.
Lorenzo olha sem acreditar na proposta daquele homem.
- As duas são virgens e puras. Essa Giulia e essa Violetta. Jamais foram tocadas por um homem.
- Não! Me matem! Mas não leve uma de minhas filhas, por favor.
- Veja a mais nova, lhe agrada?
Lorenzo anda no meio das duas.
- A mais nova não. Mas essa sim. Eu quero essa.
Com os olhos fixos e brilhando de desejo, Lorenzo puxa Giulia pela mão, que deixa uma lágrima cair nessa hora.
Pietro põe a mão na cabeça e chora.
- Não pai. Não faz isso.
- Cala boca Pietro. Você quer que eles nos matem?
- Eles poderão ficar morando na casa?
- Se você aceitar vir comigo, na condição de minha noiva, sim.
- Então eu irei.
Lorenzo sorri para ela e se aproxima de Giovanni.
- Vocês poderão continuar morando na casa, mas não se esqueçam que ela me pertence e que o senhor não poderá fazer nenhum tipo de negócio com ela. Caso contrário se arrependerá amargamente de não ter me ouvido. Me fiz entender?
Giovanni sacode a cabeça que sim.
- Eu não escutei.
- Sim, entendi.
- Agora sim ouvi. Esperarei no carro que pegue suas coisas Giulia.
Martina se abraça a Giulia tentando impedir que a levem.
- Não por favor, não faça isso.
- Não irmã, não vá.
- Escutem aqui vocês duas, olhem pra mim. Eu preciso ir com ele, para que vocês vivam e continuem a morar nessa casa.
- Eu não vou suportar não poder mais te ver filha.
- Quem foi que disse, que ela não poderá mais vê-los?
- Poderei?
Giulia olha para Lorenzo.
- Sempre que quiser. Agora vá buscar o que é seu e traga poucas coisas. Amanhã ou depois, mandarei que um empregado venha buscar o que estiver faltando.
Lorenzo olha sério para Giovanni e Pietro e Giulia sobe com sua mãe e Violetta.
- Viu o que senhor fez? Acabou de negociar sua filha com um mafioso.
Pietro sobe também revoltado e sai buscando pelo quarto, algum tipo de droga para se aliviar e só encontra maconha.
- Quem são esses?
- Esses são os seguranças da família.
- Por que não tentaram impedir a nossa entrada?
- Nós já íamos embora dessa casa senhor.
- Estamos há dois mêses sem salário.
- Não precisam mais ir embora. Vocês agora trabalham pra mim. Você é o líder?
- Sim senhor.
- Como se chama?
- Armando.
- Avise aos outros empregados da casa, que ninguém mais precisará ir embora.
- Sim senhor.
- Genaro cuide para que todos sejam pagos e coloque um empregado de confiança para trabalhar aqui.
- Pode deixar chefe. Amanhã mesmo mandarei Tommaso.
Giulia se aproxima e Genaro pega sua mala, colocando-a no banco de trás e Lorenzo abra a porta do carro para que entre e sente ao seu lado.
Lorenzo quase perde o equilíbrio, ao sentir o aroma dos sedosos, negros e longos cabelos de Giulia.