ISABEL/JÚLIA Olho fixamente para o homem estanho que está parado na minha frente, aparentemente em estado de choque. Ele parece ver um fantasma, pois está muito pálido e de olhos arregalados, me olhando de um jeito muito estranho. Será que estou tão feia assim? — Não é possível! — o outro homem diz, também me olhando em estado de choque. — O que não é possível? Vocês estão bem? — pergunto preocupada. — É ela, Carlos! É a minha Isabel! — O homem que antes estava pálido agora está chorando e junto com o choro está com um sorriso enorme em seu rosto. — Desculpem-me, não estou entendendo. — Não se lembra de nós, Isabel? — pergunta o tal de Carlos. — Não. Deveria? — O homem que está sorrindo entre as lágrimas, subitamente fica sério e logo sua expressão dá lugar a um semblante de medo e

