Paolo A tensão me corroía por dentro enquanto eu caminhava pelo corredor da mansão. Cada passo ecoava como um julgamento — pesado, definitivo, como se o chão sob meus pés anunciasse uma sentença que eu estava prestes a aceitar. Meu coração batia no ritmo de uma guerra prestes a explodir. Eu sabia que não havia retorno, não depois disso. Os seguranças, com os semblantes impassíveis, abriram a porta do escritório principal. A mesma porta onde tantas decisões haviam sido tomadas, onde tantos destinos haviam sido selados. Lá dentro, Alexei Ivanov estava sentado diante da lareira, com um copo de conhaque na mão. A sombra do fogo dançava no rosto dele, mas não havia calor em sua expressão — apenas o gelo arrogante de quem acredita controlar tudo e todos. Paolo: Precisamos conversar. Ele ergu

