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Antônio Marino O sol ainda não tinha surgido completamente no horizonte, mas eu já estava no escritório, como de costume. O cheiro do café amargo preenchia o ambiente, enquanto o silêncio da casa começava a se romper com os primeiros sinais de vida lá fora. Era sempre assim: o mundo despertava, mas eu já estava acordado há horas, calculando os próximos passos da família. Luigi entrou sem bater, como sempre fazia. Ele sabia que não precisava de cerimônias comigo, especialmente quando se tratava de negócios. Carregava consigo uma pasta volumosa e uma expressão que misturava determinação e cansaço. — Senhor, tenho as informações que pediu. — Ele anunciou, colocando a pasta sobre a mesa de madeira escura. Eu sabia exatamente do que ele estava falando, mas me dei ao luxo de fazer uma pausa

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