Isadora A luz da manhã se infiltrava devagar pelas frestas das cortinas do quarto. Eu abri os olhos lentamente, sentindo um calor gostoso envolver meu corpo. Ainda estava nos braços dele. Vicenzo dormia com o rosto sereno, os traços firmes suavizados pelo descanso. A aliança ainda brilhava em sua mão esquerda, e só de lembrar de tudo que vivemos na noite passada, um arrepio correu minha espinha. Eu sorri, meio boba, meio atordoada. Ainda era difícil acreditar que tudo aquilo era real. Que eu era a esposa dele. Que agora carregava o sobrenome Marino. E que tinha vivido algo tão... único. Não era só sobre o sexo em si, embora tenha sido intenso, cuidadoso, arrebatador. Era sobre ele ter sido meu primeiro. E sobre eu ter sentido, em cada toque, que era também a primeira vez dele de verdade

