Patrícia Narrando Acordei cedo, como sempre, porque a vida não para pra ninguém. Depois de um banho rápido e um café preto forte, vesti meu uniforme e saí de casa. O dia ia ser longo, mas fazer o quê? Trabalho é trabalho. Cheguei no bar do seu José, onde eu trampava de garçonete já fazia um tempo. O bar ficava bem na entrada do morro, um lugar movimentado, cheio de histórias e gente de todo tipo. Assim que botei o pé lá dentro, seu José já me olhou por cima do balcão e soltou: — Hoje promete, Patrícia. O povo vai chegar com sede. Sorri de canto e balancei a cabeça. Todo dia ele falava isso, mas eu sabia que ele tava certo. No fim das contas, o bar era um dos pontos mais conhecidos da área. Tinha desde trabalhador que parava pra tomar uma cerveja depois do expediente até malandro que v

