Patrícia Narrando A noite tava insana, baile pegando fogo, e eu no meio da bagunça com Marreta. Eu sabia que tava brincando com fogo, mas que graça tem a vida sem um pouquinho de perigo? Desde que ele começou a me chamar no papo, eu sentia que a energia entre a gente era diferente. Marreta tem aquele jeito mandrake, confiante, que provoca e não recua. Era diferente dos outros caras que eu já tinha colado.Quando ele me puxou pela cintura na pista e falou aquele "E tu gosta de perigo, né, Patrícia?" no meu ouvido, meu corpo inteiro arrepiou. Mas eu não ia dar esse gostinho pra ele tão fácil. Virei de costas de novo, encostando no peito dele, rebolando no ritmo da música, sentindo o controle que eu tinha sobre ele naquele momento. E ele segurando meu quadril firme, acompanhando. — Cuidado

