Alice Narrando O sorriso dele era puro desafio, e eu sabia que tava cutucando a onça com vara curta. Mas não conseguia evitar. Lobo tinha esse jeito bruto, possessivo, e eu adorava testar até onde ele aguentava antes de explodir. — Quem tá na mão de quem aqui, hein, Lobo? — soltei, com a voz baixa, mas cheia de malícia, enquanto brincava com a gola da camisa dele. Os olhos dele escureceram, e eu soube que acertei bem onde queria. Lobo não gostava de ser provocado, não gostava de perder o controle. Só que, comigo, ele sempre tava à beira do limite. — Cê gosta de brincar com fogo, né, Alice? — A voz dele veio rouca, carregada de desejo e perigo ao mesmo tempo. Eu sorri, mordendo o lábio, sabendo muito bem o que tava fazendo. — Só se for pra me queimar com você. Ele me puxou mais pra

