Alice Narrando Continuação: Marreta não era de aparecer sem motivo. Se ele tava ali, era porque tinha algo em mente. E eu sabia que não era coisa boa. Respirei fundo, ajeitando a bolsa no ombro, e tentei manter a pose profissional. — O que foi, Marreta? Tem algum assunto urgente pra tratar? Ele soltou uma risada baixa, cruzando os braços. — Direta assim, ruiva? Nem um café antes? Revirei os olhos. — Não tenho tempo pra joguinho, Marreta. O que você quer? Ele inclinou a cabeça de lado, me analisando com aquele olhar de quem sabe mais do que deveria. — Quero saber até onde tu acha que consegue jogar dos dois lados sem se queimar. Meu coração deu um salto, mas mantive a expressão neutra. — Não sei do que você tá falando. Ele riu de novo, dessa vez mais curto. — Sabe sim. E

