"Notas do Autor
Oi oi amores da minha vida?
Aqui está o Prólogo.
Espero que gostem e que consiga atingir a expectativa de vocês.?
(✿ ♡‿♡)
Um ano depois...
A vida é feita de fases.
Quem nunca ouviu isso?
Essa é uma das frases mais clichê que conheço, mas que faz muito sentido para mim agora. Esse tipo de frase normalmente é usada por pessoas que estão passando por momentos turbulentos e que querem, a todo custo, se agarrar a mínima esperança de que a situação irá ter fim em algum momento da caminhada. E estou sentindo isso na pele já a algum tempo. Hoje faz exatamente um ano que tudo aconteceu e, assim como no ano anterior, estou me sentindo um merda. Um completo zero á esquerda. Minha vida mudou completamente a partir do momento em que acordei do meu "sonho" naquele manhã.
Naquele dia uma parte de mim morreu junto com a esperança de que poderia ser feliz. Sei que não deveria pensar dessa forma, até porque eu fui a pessoa a qual tentou fazer as coisas serem diferente. Eu mudei por ela, mudei para melhor, eu sei... Mas mesmo assim. Isso deveria ter importado algo quando ela simplesmente foi embora. Sei que a Tatiana estava querendo o seu melhor e eu não deveria culpa-la ou sentir raiva por isso, mas infelizmente ainda não alcancei o nível da maturidade suficiente em que poderei esquecer atitudes que me magoaram imensamente e me sentir contente pela pessoa causadora de tal atitude. Mesmo que essa pessoa tenha sido a mais importante em minha vida. E acredito que seja por isso que não consego perdoa-la. Mesmo sem eu querer a Tatiana ainda significa tanto para mim que apenas em lembrar de como tudo aconteceu, de como fui um t**o em me enganar tanto com uma pessoa... isso me faz me odiar.
Eu a coloquei em um pedestal esquecendo de que ela era uma pessoa, um ser humano que tinha o poder em mãos de me machucar. E foi exatamente isso que aconteceu...
Agora, o que eu não esperava de jeito nenhum, era que ela um dia iria embora do país. Quando quando a vi virando as costas para mim e indo embora fiquei completamente desnorteado por ter a certeza de que eu não teria o mínimo de controle sobre o que pudesse acontecer a ela estando tão longe de mim. Eu sei, é meio psicopata pensar dessa forma. Ainda mais quando a outra pessoa quer se manter longe de você. Mas esperiamente amar alguém com toda sua vida e você saberá como me senti.
Ela escolheu ir embora e minha unica escolha foi deixa-la ir.
E como consequências dessa escolha, a mais leve delas, é que eu precisei sair da casa onde nós vivíamos juntos. Eu não tinha condições psicológicas para viver no mesmo ambiente onde vive tantos momentos incríveis ao lado da minha esposa e que agora eu não a teria mais ao meu lado. Cada canto daquela casa me fazia lembrar do que perdir e isso estava me deixando louco. Então procurei por uma cobertura, fiz uma reforma básica para que pudesse ser aconlhedor para uma criança, e me mudei para lá com meu filho. Estamos apenas nós dois. Tenho prolongado mais minha rotina de trabalho para que eu possa ocupar meu tempo com algo que não seja a culpa por estar na merda.
E por falar no Enzo, ele está bem. Na verdade, nem mesmo parece que um dia meu filho teve alguma doença. Está completamente saudável e parece viver com pilhas de durabilidade infinita de tão levado e bagunçeiro que é. Fora isso é uma criança adorável.
- Senhor Andrews, o senhor precisa de mais alguma coisa? - Minha secretaria diz assim que entra em minha sala. - É que chegou minha hora, eu preciso ir embora e o senhor não parece estar indo embora. Só resta nós dois nesse andar.
- Me desculpe, me deixei levar pelo trabalho e acabei nem me dando conta do horário. - minto descaradamente. To ficando mestre nisso. - Você ja pode ir, Vanda. Está liberada. - ela assente saindo da minha sala. Eu sei exatamente que horas são, mas não quero ir para casa nesse momento. Hoje é um daqueles dias onde tudo me lembra minha antiga vida. E quero a todo custo manter isso quieto.
Passo mais uma hora em minha sala organizando o trabalho que poderia fazer amanhã, e assim que me sinto cansado o suficiente para saber que no momento em que chegar em casa cairei na cama, me levanto e caminho pelos corredores da empresa em rumo ao estacionamento pegando o carro e dirigindo calmamente para casa.
Assim que abro a porta de entrada, vejo todas as luzes apagadas e so ai me lembro da Mérida. A babá do Enzo. Normalmente quando sei que não chegarei cedo em casa, eu a aviso para fique um pouco mais até que eu chegue. Nesses momentos sempre disponibilizo um táxi para leva-la até sua casa e um aumento no salário. Ou até mesmo uma noite toda em minha cama. Por que além de ser babá do meu filho ela tem sido a amiga de f**a que estou tendo no momento. Vou até o quarto do Enzo e a encontro sentada na poltrona enquanto dorme de um jeito que não deve ser nada confortável. Me aproximo dela e toco de leve em seu braço para que acorde. A Mérida abre os olhos e faço o mínimo que posso fazer nessa situação, peço que vá para o quarto de hóspedes e assim ela faz seu caminhando lentamente até o cômodo se trancando la dentro.
Vou até a pequena cama onde meu filho dorme e lhe dou um beijo na testa logo em seguida indo direto para o chuveiro e caindo na casa como eu achei que seria.
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Mais um anos depois...
- E então? O que o Senhor achou? - A voz doce da mulher n***a em minha frente me faz pensar um pouco mais e ponderar se devo ou não recusar sua proposta. Ela está me encarando seriamente enquanto mantém seus braços cruzados abaixo dos s***s.
- A senhorita poderia tentar me convencer. Até o momento eu só ouvi benéficos do seu interesse, e para que me faça investir nisso, eu preciso ganhar algo em troca. - ela se mantém seria olhando para mim. Me encosto na grande cedeira de couro perto. - É assim que funciona o mundo dos negócios, senhorita Maia Roberts.
- Pode acreditar Senhor Andrews, sei como o mundo dos negócios funciona. E quanto a parte que beneficiará o Senhor, com isso não precisa se preocupar. Todo e qualquer lucro que receberemos, trinta e cinco por cento será destinado as empresas Andrews. - diz seriamente.
- Compreendo... - mexo em meus papeis na mesa e pego meu celular desbloqueando e chegando se há mensagens da minha mãe. Me volto para a mulher em minha frente que me olha com expectativa. - Eu sinto muito senhorita, mas não poderei aceitar. A sua proposta não é r**m, mas não foi o suficiente para me deixar interessado a ponto de investir milhões.
- Não é suficiente? - ela deixa evidente o descontentamento na voz mas logo substitui para uma voz sensual. - E o que seria suficiente para o senhor, senhor Andrews? Talvez eu possa oferecer.
Impressionante... todas são assim.
Suspiro fundo e resolvo entrar em sua brincadeira.
- Você acha que daria conta? - pergunto em desafio e recebo um sorriso sexy em troca.
- Eu adoraria tentar. - afirma se levantando de sua cadeira e usando a mesa de vidro como apoio para suas duas mãos e se debruça me permitindo ter um vislumbre dos seus s***s pelo decote da blusa. - Eu posso garantir para o senhor que faria de tudo para não decepciona-lo.
Eu não sei como ainda não consegui me acostumar com mulheres e suas propostas descaradas de fodas em troca de investimentos em seus projetos. Isso vem acontecendo bastante nos últimos tempos e serei im hipócrita se disser que não gosto. Eu sou homem afinal de contas. E se essas mulheres não se dão o divido valor e respeito que deveriam ter por si mesmas, quem sou eu para me importar? Se eu não tiver interesse em seus projetos, apenas deixo claro que não irei investir nada e se mesmo assim elas ainda quiserem me dar, eu apenas as recebo como qualquer outro homem solteiro faria.
- Então senhorita... - sou interrompido por três batidas na porta que assusta a moça a fazendo voltar a assumir uma postura séria. -Entre. - A Vanda entra na sala com seu tablet em mãos.
- Desculpe incomodar senhor, é que a senhorita Ana Tobias está subindo e disse que tem algo importante para tratar com o Senhor. - diz
- Algo importante? - Vanda afirma e penso o que para a Ana não está sendo importante com os preparativos do seu casamento. Eu tenho certeza que deve ser alguma bobagem relacionado a isso.
- Certo Vanda. Quando ela chegar pode manda-la entrar. - Ela assente saindo da sala. A "Maia" olha para mim e pega sua bolsa na cadeira e ajeita em seu ombro.
- Eu já vou indo. O senhor tem alguém para receber. Mas não esqueça senhor Andrews, nada que me propor será algo impensável para mim. O senhor tem o meu contato caso decida que posso oferecer o que precisa. - diz sedutora com um sorriso nos lábios caminhando até a porta e saindo por ela. Ela não sabe com o que está mexendo, mas admito que não seria nada r**m tê-la essa noite em numa cama.
- O que essa mulher estava fazendo aqui? Ela é visivelmente uma p**a. É sua? - a Izzy entra como um furacão pela sala.
- Bom dia para você também, prima querida. - Levanto e vou até ela lhe dá um abraço. - E essa mulher que saiu daqui é uma possível cliente. Não minha p**a.
- Mas não deixa de ser uma p**a. - Sorri debochada e não posso deixar de concordar com ela. A mulher é gata, mas estava me oferecendo sexo em troca de investimento em seu projeto. O lado bom disso é que não ligo, só me importo em come-la.
- O que faz aqui? A Vanda disse que era importante. - Caminho de volta para minha cadeira e a Ana senta onde a um minuto estava a mulher a quem ela chamou de p**a.
- Na verdade é importante. Talvez você fique com raiva de mim pelo o que fiz, mas eu preciso te falar. - diz me olhando seriamente.
- Estou ouvindo.
- Lembra quando te chamei para ser padrinho e você aceitou? - pergunta e afirmo em um movimento com a cabeça. - Então, nós também precisávamos de uma madrinha, obviamente. E como você ainda é casado no papel e o Cristiano e eu ainda somos muito próximos da Tatiana, acabamos chamando ela para ser nossa madrinha.
- Vocês o que? - ela fica em silêncio me olhando com cautela. - Desde quando você tem contato com ela?
- Um tempo depois que ela... viajou, a Tatiana entrou em contato com o Cristiano e consequentemente comigo. - diz serena. - Mas não faz muito tempo se você quer saber...
- E ela aceitou?
- Sim.
- Mesmo sabendo que eu serei o padrinho? - ela afirma. - Então ela vai voltar.
- Para o casamento. - fico calando tentando processar essa informação. Não esperava por nada parecido. A dois anos a Tatiana foi embora e eu não esperava que um dia fosse voltar, mesmo tendo imposto que não assinaria o divórcio enquanto ela não olhasse em meus olhos e finalmente dissesse o motivo de tudo aquilo quando um advogado apareceu em nome dela me entregando o pedido de divórcio. Eu não imaginava que ela voltaria.
- Christopher eu sei que nada está como antes entre vocês dois, mas vocês eram casados, eram o casal da nossa idade que eu mais adimirava na vida. Vocês se amavam tanto...
- Era uma ilusão. Prova disso é a forma que você está tetando me contar a escolha que você fez para o seu casamento. - digo rude. Me mantenho em silêncio por um tempo apenas a encarando. - O casamento é seu, faça o que você quiser.
- Você não irá desistir ou ficar chateado...?
- Eu não vou desistir. Essa mulher é página virada em minha vida. Continuarei sendo seu padrinho com ou sem a Tatiana ao meu lado.
Notas Finais!!
Eita?
Alguém está voltandoooo!
Ansiosa para o próximo?
Beijinhos meus amores??