125- SENTINDO

1022 Words

CAPÍTULO 125 EDUARDA NARRANDO Ele dormiu segurando minha mão. O monitor fazia aquele som baixo e constante, e a respiração dele, mesmo lenta, me dava paz. Eu fiquei ali só observando… cada traço do rosto dele, cada mexida leve, como se tivesse medo que tudo aquilo fosse sonho e ele desaparecesse de novo. Mas não era sonho. Ele tava ali. Vivo. Depois de tudo. E eu… eu tava aqui por ele. Me ajeitei na cadeira ao lado da cama, sem soltar a mão dele. Passei o polegar devagar sobre os dedos dele, sentindo o calor, a firmeza que ainda resistia mesmo com o corpo fraco. Lembrei do dia que ele sentou a perna pela primeira vez. Da dor. Do desespero. Lembrei de quando ele me disse que ia voltar a andar… com tanta certeza, com tanta fé, que me obrigou a acreditar junto. E agora… ele tava aqui

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